A Azul Logística iniciou esta semana uma nova rota de carga entre Campinas, em São Paulo, e Porto Velho, em Rondônia, colocando em serviço uma ligação aérea dedicada para mercadorias que se deslocam para a região Norte do Brasil. O primeiro voo transportou cerca de 20 toneladas de mercadorias e o serviço funcionará três vezes por semana.
Para os embarcadores, o horário é simples: saídas de Campinas às segundas, quartas e sextas, com retorno de Porto Velho às terças, quintas e sábados. A rota foi criada para o comércio eletrônico de cargas, produtos farmacêuticos, peças e mercadorias em geral, um mix que depende mais da velocidade do que do volume e que há muito é obrigado a esperar no transporte rodoviário e fluvial. A Azul Logística disse que o novo serviço deverá reduzir o tempo de transporte para uma região onde a logística tem sido muitas vezes uma barreira.
Izabel Reis disse que Porto Velho é um mercado estratégico para a Azul Logística e que a nova operação proporciona à empresa uma alternativa mais rápida e eficiente para uma região que historicamente enfrenta desafios logísticos. Isso é importante porque Campinas é o principal centro de carga da empresa, e essa rota estende sua rede dedicada ainda mais ao Norte, onde as cadeias de entrega ainda são interligadas por caminhões, barcaças e ligações aéreas que nem sempre acompanham o ritmo da demanda.
Os voos estão sendo operados com cargueiros Airbus A321P2F, jatos de passageiros convertidos e projetados para trabalhos de carga. A Azul Logística tem atualmente duas aeronaves em serviço, cada uma com capacidade para transportar cerca de 27 toneladas, e a nova rota segue a aposentadoria da antiga frota de Boeing 737-400F que a empresa utilizava anteriormente. A empresa afirma ainda que o novo serviço faz parte de um plano de expansão mais amplo que levará sua frota de cargueiros para seis aeronaves até o final de 2027.
Essa expansão já está no calendário. A Azul espera a próxima entrega do A321P2F em outubro de 2026, outra em dezembro de 2026 e mais dois durante 2027. Por enquanto, a rota de Porto Velho dá à empresa um novo teste para saber se uma ponte aérea mais rápida pode ganhar carga regular de uma região que ainda depende fortemente de corredores terrestres e fluviais mais lentos.






