No crepúsculo da primeira Copa do Mundo com 48 equipes, todos podem sonhar. A realidade começa a se impor em 11 de junho, quando os anfitriões México enfrentam a África do Sul no primeiro dos 104 jogos.
Pierluigi Collina, que supervisiona o torneio como presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, promete uma repressão ao desperdício de tempo, às escaramuças na área de penalidade e às artes sombrias em geral. Os árbitros estarão equipados com a tecnologia mais sofisticada já utilizada no jogo, incluindo o uso de avatares 3D habilitados para IA de cada jogador.
Mas, como sempre, a grande questão é: Quem vencerá a Copa do Mundo?
Em toda a história deste grande torneio, apenas oito nações ergueram o troféu Jules Rimet: Brasil, Itália, Alemanha, Espanha, Argentina, Inglaterra, França e os vencedores originais Uruguai. A equipe mais azarada deve ser a Holanda, que perdeu três finais apesar de produzir alguns jogadores maravilhosos.
Os favoritos
Aqui está minha lista de oito equipes que podem vencer a Copa do Mundo, com algumas razões pelas quais talvez não consigam.
ARGENTINA: Os campeões defensores com certeza farão outra campanha profunda, mesmo que Lionel Messi complete 39 anos durante o torneio. “La Albiceleste” passou facilmente pela fase de classificação e contará com muitas das mesmas estrelas de quatro anos atrás. Mas o técnico Lionel Scaloni precisa gerenciar de forma inteligente os minutos de Messi e esperar que seus jovens talentos, como Nico Paz e Giuliano Simeone, se destaquem. Apenas Brasil (1958 e 1962) e Itália (1934 e 1938) conseguiram manter o título, e esse elenco tem uma leve sensação de envelhecimento. Mas a Argentina sabe como vencer.
FRANÇA: A equipe de Didier Deschamps chegou às duas finais da Copa do Mundo passadas, vencendo em 2018 e perdendo um emocionante confronto em 2022 nos pênaltis após um empate de 3-3 com a Argentina. Os franceses tendem a ir aos extremos: jogam brilhantemente ou desmoronam. Lembra da revolta deles em 2010 na África do Sul? No entanto, sua linha de ataque está repleta de talento: Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki, Marcus Thuram, Jean-Philippe Mateta e Bradley Barcola. Mas eles conseguirão se defender tão bem? A derrota pré-torneio por 2 a 1 para a Costa do Marfim levanta questões.
BRASIL: Os cinco vezes campeões perderam seu aura. Já se passaram 24 anos desde a última vez que ergueram o troféu, e lutaram para ficar em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas. Mas agora têm o tranquilo maestro Carlo Ancelotti no comando, e ele parece estar desenvolvendo a mistura certa de classe e determinação. O Neymar de 34 anos foi convocado após uma ausência de três anos para se juntar à ameaça de Raphinha e Vinícius Júnior. Com um Casemiro revigorado de volta ao meio-campo e Marquinhos e Gabriel Magalhães na defesa, o Brasil parece perigoso.
ESPANHA: Os campeões europeus são favoritos em grande parte das casas de apostas, e com razão. Esta é uma equipe multitalentosa que esqueceu como perder sob o comando do treinador Luis de La Fuente, mas existem problemas. O sensacional jovem ponta Lamine Yamal pode precisar de tempo para recuperar a forma após sofrer uma lesão muscular em abril; Nico Williams, tão ameaçador na outra ala na Euro 2024, teve problemas de condicionamento; e o meio-campista estrela Rodri – vencedor da Bola de Ouro de 2024 – não conseguiu recuperar sua melhor forma desde sofrer uma ruptura no ligamento cruzado anterior em setembro de 2024, e seu substituto, Martín Zubimendi, perdeu a titularidade no Arsenal nesta temporada.





