O extremo do Benfica, Gianluca Prestianni, afirmou na quarta-feira que foi punido “sem provas”, na sequência de acusações de abuso racial do avançado do Real Madrid, Vinicius Junior.
O argentino de 20 anos foi acusado de ter feito um insulto racista ao brasileiro em fevereiro, ao cobrir a boca com a camisa.
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O árbitro interrompeu o jogo por 10 minutos e o jogador foi posteriormente suspenso para a segunda mão pela UEFA, que abriu uma investigação.
Se a UEFA descobrir que ele abusou de Vinicius, ele será suspenso por pelo menos 10 partidas.
O Real Madrid progrediu por 3-1 no total para chegar às oitavas de final da Liga dos Campeões.
Prestianni disse à emissora argentina Telefe que perder a segunda mão em Madrid “doeu muito” e negou ter feito o insulto.
“Estava pensando no meu pai, na minha mãe, nos meus avós, no fato de que tantas coisas estavam sendo ditas que não refletem quem eu sou e isso não aconteceu”, disse ele em sua primeira entrevista desde o incidente.
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“É feio e dói muito.”
Disse estar “muito grato” ao seu clube e aos seus companheiros pelo apoio interno, e disse que o seu treinador, José Mourinho, foi “um fenómeno”.
Mourinho foi criticado após parecer indicar que Vinicius provocou o suposto abuso com a comemoração do gol após marcar no jogo de ida.
O treinador do Benfica esclareceu posteriormente a sua posição, garantindo que se as acusações de racismo fossem confirmadas pela investigação, o argentino nunca mais jogaria por ele.
Prestianni foi convocado pela Argentina para amistosos disputados na última semana.
“Trabalho dia após dia para que esta oportunidade chegue”, disse o extremo, acrescentando que o seu maior sonho é disputar um Mundial pela Albiceleste.
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