Ao longo desta turnê de publicidade do filme O Diabo Veste Prada, nada se compara à pura meta-ness – e, criticamente, a onipresença de Wintour sugere que a sátira da história tenha sido enfraquecida. No original, Streep fez de Miranda uma chefe tóxica engraçada e irônica. “Detalhes da sua incompetência não me interessam”, diz ela friamente para Emily, culpando-a por uma mudança de agenda além do controle dela.
Mas ter um filme de sucesso muda muita coisa. Parece que Wintour fez o cálculo de que é melhor estar dentro da tenda do que fora. E, infelizmente para os fãs, a campanha já está sinalizando que a sequência irá mostrar uma versão mais suave de Miranda. Se os trailers nos dizem algo, indicam um foco no retorno de Andy à órbita de Miranda e em referências nostálgicas ao original. Em um deles, o voiceover de Nigel chama a Runway de “uma estrada sinuosa que nos reúne novamente”.
Na entrevista conjunta, Wintour – não mais a editora da Vogue, mas Chief Content Officer de sua editora, a Condé Nast – diz que quando ouviu falar de uma sequência, ligou para Streep, que a tranquilizou: “Vai dar tudo certo.” Agora, a Vogue não consegue parar de cobrir o filme. A revista reuniu modas dos tapetes vermelhos da turnê de imprensa. Seu Clube do Livro está lendo o romance que inspirou o primeiro filme. Seu podcast contou com três ex-assistentes de Wintour.
Em contraste, quando o filme original foi lançado, Wintour e a maioria dos estilistas de moda mantiveram distância. Streep lembra na entrevista para a Vogue: “Todos tinham medo da Anna no primeiro, então não conseguíamos encontrar roupas.” Molly Rogers, a designer de figurino que organizou os trajes desta vez, disse que os estilistas reconheceram que o filme daria a eles “melhor colocação no mundo”. Assim como a Vogue, o filme constitui uma promoção para marcas como Dolce & Gabbana, Balenciaga, Dior e Phoebe Philo, cujas roupas aparecem na tela.






