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México envia uma mensagem da Copa do Mundo de Fortaleza Azt…

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CIDADE DO MÉXICO — Quando o chão treme na Cidade do México, não é um acontecimento estranho. Terremotos são normais aqui em uma das maiores áreas metropolitanas do planeta, mas não foi o núcleo da Terra que causou a atividade sísmica no Estádio Azteca na noite de terça-feira. Em vez disso, foram as estrelas da seleção nacional Julián Quiñones e Raúl Jiménez depois de marcarem no triunfo por 2 a 0 do México contra o Equador.

Dizer que o local estava ensurdecedor para a primeira vitória do México em uma partida de mata-mata de Copa do Mundo em 40 anos (embora agora seja um evento de 48 equipes) seria um eufemismo. Era quase como se a vontade de todo o país estivesse condensada no local histórico. O Equador estava claramente sobrecarregado, já que vaias e apitos sempre que tocavam na bola viam a torcida da casa do México fazer sua parte como defensores nas arquibancadas.

“Eu acredito que sim por causa da conexão com os fãs”, disse o técnico da seleção do México, Javier Aguirre, após o jogo, ao ser questionado se foi o mais importante de sua carreira. “Tivemos ótimas vitórias, mas nenhuma como esta, porque estávamos em casa com nossos fãs agindo como eles agem, deixaram seus corações lá. As pessoas apreciam.”

– Como aconteceu: México passa fácil pelo Equador rumo às oitavas de final – Ogden: Haaland mostra por que é a chave para os sonhos da Copa do Mundo da Noruega – Carlisle: Tillman está tendo uma ótima Copa do Mundo pelo USMNT

A história do Azteca desempenha um papel para qualquer equipe adversária que se atreva a pisar no gramado. Como não sentir um senso de admiração em um estádio que é o primeiro a sediar três aberturas de Copas do Mundo? Como não sentir um senso de admiração no lugar onde o argentino Diego Maradona marcou seu infame gol da “Mão de Deus” contra a Inglaterra em 1986? Ou no mesmo lugar que sediou o “Jogo do Século” em uma semifinal de Copa do Mundo entre Itália e Alemanha Ocidental em 1970?

Além dessa história, o estádio é uma fortaleza para o México. A equipe jogou 88 partidas competitivas lá, perdendo apenas duas vezes, com um registro de V69, E17, D2. El Tri está em uma sequência invicta de nove jogos em partidas de Copa do Mundo jogadas na Cidade do México (V7, E2, D0), incluindo vitórias nos últimos quatro jogos sem sofrer gol (dois triunfos sem sofrer gols em 2026) – na verdade, o único jogo em que a equipe sofreu gol e não venceu na Cidade do México foi um empate por 1 a 1 contra o Paraguai em 1986.

Não é de se surpreender que o Equador parecesse completamente sobrecarregado na terça-feira – mesmo que Aguirre tenha dito depois que “nos levaram ao limite” – e sirva como advertência para o vencedor de Inglaterra vs. Congo DR, que terá que fazer a viagem ao estádio mais alto da elevação no torneio (aproximadamente 2.200 metros acima do nível do mar) em 5 de julho nas oitavas de final.

Em teoria, é provável que a Inglaterra vença seus adversários africanos e faça a viagem. Em solo neutro, os europeus seriam os grandes favoritos, mas aqui, com o ruidoso apoio da casa que totalizou mais de 80.000 pessoas na terça-feira, e a altitude para considerar, o resultado estará completamente indefinido.

O México precisa tirar proveito do fato de estar sediando uma Copa do Mundo em casa desde 1986. Durante aquele torneio, e na vez anterior em que sediou a Copa do Mundo em 1970, o país alcançou sua melhor posição, chegando às quartas de final. Desde então, a “Maldição do Quinto Jogo” tem sido difícil de ignorar, com sete derrotas seguidas nas oitavas de final e uma eliminação na fase de grupos (em 2022).

Essa maldição foi tecnicamente relegada ao passado agora, mas se o México derrotar a Inglaterra ou o Congo DR, seu quinto jogo nesta Copa do Mundo terá ainda mais importância. Mas será o poder do Azteca suficiente?

Se isso se provar, marcará a última vez que um estádio mexicano sediará uma partida de mata-mata nesta Copa do Mundo, já que as quartas de final, semifinais, disputa pelo terceiro lugar e final serão disputadas nos EUA. É uma decisão estranha, dado que algumas das melhores histórias e atmosferas mais empolgantes surgiram do México, mas se El Tri avançar mais no torneio, terão que provar que não é apenas a vantagem de jogar em casa que os levou até lá.

Quanto a Aguirre, ele está se preparando para as oitavas de final da melhor maneira que pode.

“Eu preciso de um uísque com gelo”, disse ele pós-jogo. “Um Lagavulin, hoje, e não tenho mais no meu quarto, mas não conte a ninguém.”