Faltando mais de um mês para o encerramento da janela de transferências de verão, os clubes ainda têm tempo para fortalecer seus elencos. Alguns estão apenas dando os retoques finais, enquanto outros ainda buscam contratações de grande impacto. O FC Porto está, de certa forma, algures entre esses dois cenários.
Os Dragões possuem naturalmente um plantel com qualidade suficiente para tentar defender o título conquistado na temporada passada. Ainda assim, também é verdade que a diferença em relação aos rivais diminuiu, tanto em pontos como no futebol disputado e nas estatísticas, pelo que será importante ter mais opções para a nova campanha. Além da luta pelos títulos consecutivos, o FC Porto terá ainda pela frente a UEFA Champions League e as restantes competições nacionais, todas elas naturalmente alvos da equipa de Francesco Farioli.
Olhando para o plantel transitado da época passada, há posições e áreas que parecem exigir novas opções. Na defesa, a posição de guarda-redes – caso Diogo Costa fique – e o centro estão bem cobertos, mas as posições de lateral necessitam de pelo menos uma contratação. No meio-campo, a saída de Fofana deixou uma lacuna importante após o fim da passagem pelo Porto, tornando necessária uma alternativa de qualidade.
No ataque são principalmente os extremos que apelam a novos jogadores capazes de fazer a diferença. A posição de atacante parece mais estável com a chegada de André Silva, que se junta a Deniz Gul, enquanto Samu ainda não retornou. Considerando também a possibilidade de um jogador do Porto ser vendido a qualquer momento face a uma oferta irresistível, aqui estão cinco nomes que poderão tornar os Dragões ainda mais fortes em 2026/27.
5.
Oswin Appollis – O FC Porto necessita de reforçar os flancos de ataque, já que apenas William Gomes e Oskar Pietuszewski combinam desempenhos já comprovados com espaço para desenvolvimento e qualidade futura. Pepê se aproxima da fase de declínio da carreira, Borja Sainz não conseguiu se firmar como uma opção totalmente confiável e jovens como André Miranda, Duarte Cunha e Tiago Andrade ainda são opções “verdes”.
Oswin Appollis se destacou na última temporada do futebol sul-africano. Depois de trocar o Polokwane City pelo Orlando Pirates, ele fez a melhor campanha da carreira até o momento, com 11 gols e nove assistências em 37 partidas. Também foi convocado pela África do Sul para a Copa do Mundo de 2026, competição da qual disputou quatro partidas. Ele tem 24 anos e pode jogar nas duas alas, embora apareça com mais frequência na direita.
É um extremo rápido e explosivo, forte no um-a-um e com tendência a cortar para dentro desde a linha lateral, procurando criar oportunidades de golo. Ele poderia ser uma arma importante para desbloquear partidas equilibradas.
4.
Rodrigo Pinheiro – As posições laterais foram uma das áreas menos consistentes do FC Porto em 2025/26. Alberto Costa fez uma boa temporada, mas não manteve ao longo do ano o nível que mostrou nos primeiros meses. Martim Fernandes revelou-se uma opção regular e capaz de ambos os lados, embora sem se destacar verdadeiramente. Na esquerda, Francisco Moura não goza de muito consenso entre os torcedores e tem sido bastante criticado. Zaidu, por sua vez, tem demonstrado alguma inconsistência física, embora continue a ser uma alternativa válida e contribua positivamente para o espírito de grupo. É, portanto, uma área que necessita de novas soluções.
Depois de dividir a formação juvenil entre o Vitória SC e o FC Porto, Rodrigo Pinheiro deu um passo em frente no FC Famalicão. Na época passada, o lateral-direito foi um dos cinco jogadores do Famalicão que mais chamou a atenção, registando três golos e duas assistências em 29 jogos. Aos 23 anos, poderá proporcionar uma competição forte e saudável a Alberto Costa na direita, permitindo a Martim Fernandes assumir principalmente a função de reserva na esquerda, juntamente com o jogador que permanecer no plantel entre Moura e Zaidu.
É um jogador de futebol competente, com disponibilidade física para atender às demandas do time. Ele dá profundidade na lateral, cruza bem e já mostrou capacidade de pressionar os adversários e lançar transições. Está numa fase da sua carreira particularmente adequada para dar o salto para um grande clube como o campeão nacional.
3.
Dário Osório – Ainda no assunto de opções para as asas, seria interessante adicionar um perfil diferente do nome citado anteriormente. Dário Osorio poderia oferecer justamente esse tipo de alternativa.
Nascido no Chile, mas competindo na Dinamarca nos últimos três anos, Osorio cresceu notavelmente nas últimas temporadas no Midtjylland, pelo qual marcou 23 gols e 16 assistências em 112 partidas. Ele tem 22 anos, 1,84m de altura, é canhoto e atua principalmente no lado direito do ataque, embora também possa jogar no lado esquerdo.
É um jogador tecnicamente apurado e seguro nas ações, com criatividade e capacidade de surpreender, seja no primeiro ou no segundo toque. Desempenha bem as funções de extremo, mas também se destaca nas entrelinhas pela visão, porte de bola e qualidade de remate. Seria uma adição muito significativa ao ataque do Porto e uma oportunidade que não deve ser ignorada.
2.
Mathias de Amorim – Embora o meio-campo tenha sido um dos principais pontos fortes da equipa campeã do FC Porto em 2025/26, há espaço para introduzir alterações e atualizar algumas opções, para que a área não se torne previsível. Froholdt e Rosário devem continuar sendo figuras de confiança no Dragão, enquanto a chegada de Hwang In-beom dará consistência ao trabalho defensivo. Como tal, a maior questão diz respeito ao fortalecimento do lado ofensivo do meio-campo.
Tendo em conta as opções utilizadas por Francesco Farioli na época passada e o sistema adotado pela equipa, há jogadores que parecem ter mais dificuldade de integração, como Rodrigo Mora, Stephen Eustáquio e Vasco Sousa. João Teixeira e Tiago Silva continuam a ser opções secundárias, pelo que um empréstimo ou transferência para outro clube pode ser benéfico. Apesar de serem jogadores importantes, o FC Porto não deve recusar ofertas financeiramente atractivas para Alan Varela, Gabri Veiga ou mesmo Mora. Essas saídas liberariam espaço no elenco e recursos para encontrar novas soluções.
O projecto do FC Famalicão continua a produzir jogadores de grande valor para o futebol português, e Mathias de Amorim é um dos melhores exemplos, mostrando extraordinária margem para melhorias. Em 2025/26, marcou cinco gols e deu duas assistências em 33 partidas. Aos 21 anos, depois de ter iniciado a sua evolução no Bordéus e depois de duas boas temporadas no Famalicão, o médio central teria muito a oferecer ao jogo do Porto. Consegue interligar as fases defensiva e ofensiva, contribui com qualidade na circulação, é competente na saída de bola e nas ações de pressão, e também sabe controlar o ritmo da partida de acordo com a necessidade.
Com Froholdt tendo mais liberdade para assumir funções de ataque, Mathias de Amorim pode ser um meio-campista ideal, contribuindo defensivamente e nas transições, ao mesmo tempo em que aparece no terço final para ajudar ou chutar. A sua contratação permitiria ao FC Porto investir no futuro de um jogador português e garantir um dos médios com maior potencial para a seleção nacional.
1.
Gustavo Sá – Seguindo a mesma lógica da sugestão anterior, esta seria uma alternativa igualmente forte, ou até melhor. Caso se confirmem várias saídas do meio-campo do Porto e mais de um jogador importante deixe o clube, a contratação de Gustavo Sá seria essencial para reconstruir a área.
Aos 21 anos, e depois de três temporadas consistentes e promissoras no FC Famalicão, Gustavo Sá é um dos jovens jogadores mais entusiasmantes do futebol português. Está a ser seguido por vários clubes, mas o FC Porto ainda poderá conseguir sair na frente da concorrência e garantir este “limãozinho” enquanto ainda está cheio de sumo.
É um meio-campista moderno, capaz de interpretar todas as fases do jogo. Sabe ocupar espaços no meio-campo adversário, oferece qualidade nos passes – inclusive na bola final – e tem capacidade de recuperar a posse de bola. No processo ofensivo destaca-se tanto pelo contributo na construção, através da visão e qualidade de passe, como pela forma como aparece em zonas decisivas para finalizar lances, seja através de um remate ou de uma assistência. Ele seria, sem dúvida, a contratação do verão.
Este artigo foi traduzido para o inglês pela Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em 🇵🇹 aqui.
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