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Putin denuncia a Otan por redução da parada do Dia da Vitória na Rússia

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Após o desfile, o Ministério da Defesa da Rússia acusou a Ucrânia de quebrar o cessar-fogo, sem fornecer detalhes. A Ucrânia não comentou imediatamente.

Pela primeira vez em anos, nenhum veículo blindado ou míssil balístico apareceu no desfile do Dia da Vitória em Moscou.

Mas sob segurança reforçada, militares marcharam em massa pela Praça Vermelha.

Dirigindo-se à multidão, Putin iniciou o seu discurso comemorando os sacrifícios dos soldados da URSS durante a Segunda Guerra Mundial.

“O grande feito da geração de vencedores inspira os soldados que hoje cumprem os objetivos da operação militar especial”, disse ele, referindo-se à guerra na Ucrânia.

“Eles estão enfrentando uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E apesar disso, nossos heróis avançam.”

O líder russo passou a celebrar os cidadãos da Rússia, fazendo referência às contribuições dos trabalhadores para o seu esforço de guerra, incluindo cientistas, inventores, correspondentes militares, médicos e professores.

“Não importa o quanto as táticas militares mudem, o futuro do país está sendo assegurado pelo povo”, disse ele.

Imediatamente após o discurso, canhões dispararam tiros sucessivos antes que a música fosse tocada por uma banda militar.

Os convidados estrangeiros presentes incluíram o líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o rei Sultão Ibrahim da Malásia e o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, o único representante da UE a comparecer, também foi fotografado encontrando-se com Putin no Kremlin antes do desfile.

Compareceram significativamente menos líderes mundiais em comparação com o desfile do 80º aniversário do ano passado, que contou com 27 líderes, incluindo o presidente da China, Xi Jinping, e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Os telespectadores russos também assistiram a uma transmissão de soldados na linha de frente após o discurso de Putin.