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Rushdie: A literatura precisa de liberdade – EFE

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Porto, 28 jun (EFE).- O escritor anglo-indiano Salman Rushdie disse em entrevista à EFE que «para que a literatura exista é preciso que haja liberdade».

Participando no domingo no festival literário Babell, na cidade portuguesa do Porto, o autor sublinhou que a liberdade de expressão é essencial para a sua obra.

Rushdie: A literatura precisa de liberdade – EFE

Rushdie, que sobreviveu a um ataque com faca em Nova Iorque em 2022, no qual foi esfaqueado 12 vezes durante um evento público, disse que a liberdade de expressão “é algo muito importante porque sem liberdade não é possível fazer o trabalho”.

O autor de “Os Versos Satânicos”, um dos escritores contemporâneos mais conhecidos do mundo, insistiu que não se vê como “uma grande figura”.

«Simplesmente fico sentado numa sala escrevendo histórias», disse ele.

Rushdie também revelou que está trabalhando em seu próximo livro, “que será um romance”, embora tenha acrescentado que “ainda não pode falar sobre isso”.

No domingo, o escritor participou numa conversa pública com leitores no Coliseu do Porto, no Porto. O evento foi moderado pela sua editora portuguesa, Cecília Andrade da Dom Quixote.

Rushdie chegou há dois dias ao Porto para participar no festival Babell, que é organizado pela Fundação Livraria Lello e colabora com a EFE na divulgação dos seus conteúdos.

Ele tem sido um dos convidados mais procurados do festival, com leitores frequentemente parando-o nas ruas para pedir-lhe que autografe exemplares de seus livros.

O autor disse ainda à EFE que esta foi a sua primeira visita a Portugal em 25 anos e elogiou tanto a cidade do Porto como o festival Babell, qualificando o evento como «muito importante para aproximar leitores e escritores».

cgg-sk