O parlamento húngaro aprovou uma alteração constitucional para destituir o presidente Tamas Sulyok.
Isto ocorre no momento em que o recém-eleito primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, continua a sua pressão para desmantelar o sistema e a influência estabelecidos pelo seu antecessor, o líder nacionalista Viktor Orban.
O partido pró-europeu magiar, Tisza, detém uma maioria de dois terços no parlamento, uma maioria que lhe permite promover mudanças constitucionais e cancelar muitas das políticas implementadas durante o mandato de 16 anos de Orbán como primeiro-ministro.
Por que Sulyok está sendo deposto?
De acordo com Magyar, Sulyok não cumpriu o seu papel ao optar por não interferir nas medidas antidemocráticas de Orban, sendo a remoção de Sulyok uma das promessas de campanha eleitoral de Magyar, levando Magyar a argumentar que a maioria que o seu partido recebeu do público nas eleições lhe dá o mandato para dar seguimento a essa promessa.
O partido de Orbán classificou a alteração como um ataque “sem precedentes” à ordem democrática do país.
Depois de aprovada com 139 votos a favor e seis contra, os representantes eleitos de Tisza presentes aplaudiram, enquanto o partido de Orbán, o Fidesz de extrema direita, boicotou a votação. O próprio Orban não compareceu à votação porque viajava para os EUA para assistir à Copa do Mundo.
O propósito oficial da emenda era “restaurar a democracia do Estado de Direito”.
O que acontece a seguir?
O atual presidente Sulyok tem cinco dias para assinar a emenda, o que significaria que ela entraria em vigor. Caso Sulyok não o assinasse, Tisza, de Magyar, disse que iniciaria um processo de impeachment contra ele.
O primeiro-ministro fez um discurso antes da votação, dizendo aos legisladores que era um “dia significativo na história da Hungria moderna e na transição para a democracia”.
O papel presidencial da Hungria contém um significado principalmente cerimonial, mas o presidente também é responsável por transformar a legislação em lei, tendo a pessoa no cargo a capacidade de solicitar ao Tribunal Constitucional que reveja as leis aprovadas pelo parlamento.
Editado por: Jenipher Camino Gonzalez







