A Comissão Europeia proibiu um fornecedor chinês de participar no processo de concurso para a extensão do sistema ferroviário ligeiro na capital portuguesa, Lisboa, depois de as autoridades da concorrência de Bruxelas terem descoberto que isso colocava outros licitantes em desvantagem.
A subsidiária portuguesa do grupo chinês CRRC não está autorizada a apresentar uma proposta, afirmou terça-feira a Comissão Europeia em comunicado.
Um alto funcionário falou de subsídios à empresa no valor de bilhões.
Uma investigação aprofundada confirmou que os subsídios “deram de facto ao consórcio uma vantagem competitiva injusta, em detrimento de outros proponentes que participaram no concurso e da integridade do mercado interno da UE”.
Alegadamente, fazia parte de um consórcio de licitação que desde então concordou em substituir a CRRC em Portugal por um fabricante polaco que não recebeu quaisquer subsídios estrangeiros que distorcessem a concorrência.
A operadora do metro de Lisboa pode agora avançar com a adjudicação da empreitada de construção e planeamento da nova linha do metro, anunciou a comissão. A decisão e avaliação das propostas cabem ao operador.
A Câmara de Comércio Chinesa para a UE expressou “séria preocupação” com a decisão, argumentando que a empresa chinesa envolvida detinha uma participação tão pequena que normalmente não teria sido sujeita a investigação.
Num comunicado, a câmara também criticou a repetida imposição de prazos extremamente curtos e acusou a UE de discriminar efetivamente as empresas chinesas.
A “Linha Violeta” é uma nova linha de metro ligeiro predominantemente elevada entre Odivelas e Loures, no norte da área metropolitana de Lisboa.
O projecto pretende ser uma extensão da rede existente, deverá ter cerca de 11,5 quilómetros de extensão e 17 estações.
Não ficou claro se a linha será concluída até o segundo semestre do ano, conforme planejado originalmente.




