O veredicto contra o sérvio Dusan Maksimovic, condenado a 30 anos de prisão devido aos acontecimentos em Banjska, suscitou grande atenção pública e abriu inúmeras questões, principalmente no que diz respeito às provas contra ele, nas quais se baseia a decisão do tribunal. Não há uma única prova de que Maksimovic esteve realmente em Banjska em 24 de setembro de 2023 – exceto por ser natural daquele lugar, embora mesmo os outros réus afirmem que ele não participou do conflito.
Maksimovic foi condenado a 30 anos, enquanto os restantes dois arguidos – Blagoje Spasojevic e Vladimir Tolic – foram condenados à prisão perpétua.
O caso de Dusan Maksimovic despertou um interesse público significativo porque se trata de um homem de Banjska contra o qual não existem provas que indiquem que tenha estado no local do conflito armado naquele dia.
O próprio Maksimovic afirmou durante o processo que não teve nada a ver com o conflito armado. A sua “culpa” é apenas o facto de ser natural de Banjska.
“Hoje quero agradecer à minha advogada Jovana, que argumentou com evidências que cada palavra minha neste processo é a verdade. Não menti sobre nada, nem escondi nada, nem tenho qualquer ligação com o acontecimento de 24 de Setembro que aconteceu na minha aldeia, Banjska. Acredito sinceramente e espero profundamente que minha próxima gratidão seja dirigida a você, respeitado conselho, após a sentença”, disse Maksimovic em sua declaração final.
Réus: Ele não participou do conflito
O que é particularmente preocupante é que mesmo os restantes dois arguidos – Spasojevic e Tolic – afirmaram que Maksimovic não participou no conflito armado e não tem qualquer ligação aos acontecimentos de Setembro de 2023.
“Para Dusan Maksimovic, afirmo que ele não tem nenhuma ligação com os acontecimentos em Banjska”, disse Spasojevic.
Tolic, por outro lado, afirmou o mesmo – que Maksimovic, funcionário da empresa “Rajska Banja”, não tinha qualquer ligação com os acontecimentos em Banjska.
O que se sabe sobre o caso Maksimovic?
Além do facto de mesmo os arguidos afirmarem que só viram Maksimovic na prisão, uma série de outras circunstâncias indicam que Maksimovic não tem qualquer ligação aos acontecimentos. Mais precisamente, não há provas concretas que coloquem Maksimovic numa ligação directa com o conflito armado.
A sua advogada, Jovana Filipovic, referiu anteriormente à comunicação social que a culpa do seu cliente se resume praticamente ao facto de viver em Banjska, sem provas materiais que confirmem as acusações.
Filipovic enfatizou que o facto de Maksimovic ter sido condenado por tiroteio, apesar de todas as conclusões forenses relevantes terem sido negativas, fala o suficiente sobre os fundamentos e a legalidade do veredicto. Conforme especificou, análises de DNA, testes de resíduos de pólvora, bem como vestígios de nitratos e nitritos, não vincularam seu cliente ao uso de armas.
Segundo ela, tais resultados indicam claramente que Maksimovic não teve contato com armas e muito menos que cometeu o ato de que é acusado.
Ele não estava em Banjska
O que causa ainda mais angústia pública é que, de acordo com as alegações da defesa, Maksimovic nem sequer estava em Banjska naquele dia.
“Ele estava em Suvi Do, depois veio para Banjska. Um álibi pode ser fornecido por seus amigos que estavam com ele, mas eles não foram permitidos”, disse Filipovic durante a apresentação das palavras finais.
O portal Nova.rs ligou para a advogada Jovana Filipovic sobre o caso de seu cliente, mas ela não quis falar com a mídia e os encaminhou para autoridades estaduais.
O que aconteceu em Banjska?
Recorde-se que na aldeia de Banjska, perto de Zvecan, no norte do Kosovo, o agente da polícia do Kosovo, Afrim Bunjaku, foi morto primeiro, e na contínua troca de tiros entre a polícia do Kosovo e um grupo armado, três homens foram mortos – Stefan Nedeljkovic, de Zvecan, Bojan Mijailovic, e Igor Milenkovic, de Leposavic.
Como escreveu Nova.rs, as autoridades de Pristina afirmam desde o início do conflito que o polémico empresário Milan Radoicic, antigo vice-presidente da Lista Sérvia, também esteve presente durante o tiroteio em Banjska.
As autoridades sérvias não se manifestaram até 29 de Setembro, quando Radoicic, através do advogado Goran Petronijevic, admitiu ter organizado o grupo armado de pessoas no norte do Kosovo.
A investigação do conflito em Banjska também está a ser conduzida pela Procuradoria Superior de Belgrado.
Enquanto Milan Radoicic permanece livre, os sérvios no Kosovo foram condenados a penas de prisão de vários anos, dois dos quais receberam penas de prisão perpétua.
MAIS TEMAS:
MULHER SÉRVIA SENTENCIADA NO KOSOVO: Oficial da OSCE recebeu seis anos de prisão por suposta espionagem para a BIA!
CONSEGUIU INSTILAR O ANÚNCIO SÉRVIO NOS JOGADORES: Darko Rajaković explicou o que foi fundamental para a nova vitória do Toronto nos playoffs! (VÍDEO)
VANJA GRBIĆ SEM RESTRIÇÃO À SITUAÇÃO NA SÉRVIA: Pera, o carteiro, não pode liderar o exército, somos os melhores em enterrar os vivos! (VÍDEO)
A POLÍCIA ENCONTROU O CARRO DE ANÄ ELA: O mistério do desaparecimento da menina em Belgrado se aprofunda, família desesperada!
OS TAPAS ESTÃO ENTRANDO NA HISTÓRIA: Aprovadas alterações na Lei da Família, proibido o castigo físico de crianças!
“O ÚLTIMO GRANDE ESCRITOR DA LITERATURA IUGOSLAVA”: Goran Babić, autor de mais de 70 livros e numerosos filmes, faleceu!
Fonte: Nova.rs,Foto: Armend Nimani/AFP





