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Trabalhei com mais de 5.000 crianças: eu juro por esta regra No. 1 de paternidade

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Os pais de hoje fazem muitas perguntas aos seus filhos. E geralmente por boas razões: eles querem ser respeitosos e colaborativos.

Eu os ouço pedindo ajuda nas decisões do dia a dia (“O que você quer comer no jantar?”), disfarçando a frustração como perguntas (“Quantas vezes eu tenho que te dizer?”) ou negociando quando uma fronteira clara funcionaria melhor (“E se tomarmos banho primeiro e depois assistirmos outro programa?”).

As perguntas podem ajudar a construir conexão e incentivar a reflexão, mas muitas vezes dão errado ao criar confusão e lutas de poder desnecessárias.

Trabalhei com mais de 5.000 famílias como professora de pré-escola, professora e especialista em desenvolvimento infantil. A regra surpreendentemente simples com a qual retorno repetidamente é esta: Diga o que você quer dizer.

Quando as perguntas não são realmente perguntas

As crianças não têm a experiência ou maturidade emocional para opinar sobre todas as decisões ou determinar o que acontece em seguida. Elas precisam de uma liderança clara e confiante.

É por isso que perguntas retóricas do tipo “por que” muitas vezes só aumentam a vergonha ou a defensividade. Uma abordagem mais eficaz é identificar o que você quer dizer e comunicá-lo de forma simples e direta:

– Em vez de: “Por que tenho que te perguntar tantas vezes?!” – Experimente: “Tenho repetido bastante. Sei que isso é frustrante para ambos. Agora é hora de colocar os sapatos e sair.”

– Em vez de: “Por que você sempre faz isso?!” – Experimente: “Estou percebendo que isso virou um padrão. É algo que vamos trabalhar juntos.”

Você vê a diferença? Uma abordagem aumenta a vergonha e a defensividade. A outra convida ao trabalho em equipe, à reflexão e à resolução de problemas.

O Princípio de Dizer o que Você Quer Dizer

Um dos princípios fundamentais da educação dos filhos é o que eu chamo de Princípio de Dizer o que Você Quer Dizer. Antes de reagir, pergunte a si mesmo: O que estou realmente tentando comunicar?

Então diga:

– Em vez de: “Por que você bateu no seu irmão?!” – Experimente: “Você não pode bater no seu irmão. Mesmo quando está com raiva, não pode bater. Como você pode mostrar a ele que está chateado de outra forma?”

– Em vez de: “Por que seu quarto está tão bagunçado?” – Experimente: “Vejo muitas coisas no chão que não deveriam estar lá. Vamos limpar juntos.”

As crianças precisam de orientação mais do que interrogatório, e a clareza muitas vezes é muito mais eficaz do que a pergunta.

Tarefas simples não precisam ser perguntas

Uma armadilha comum é transformar instruções simples em perguntas. Os pais frequentemente dizem coisas como “Você pode colocar seus sapatos, por favor?” ou “Depois desse programa, é hora de dormir, combinado?”

Os pais estão tentando parecer respeitosos e gentis, o que eu entendo. Mas quando tarefas não negociáveis são apresentadas como perguntas, as crianças podem ficar confusas sobre se a tarefa é realmente opcional. Afinal, você pediu.

Isso abre a porta para lutas de poder desnecessárias e uma criança que pode interpretar tudo como sendo negociável.

Em vez disso, tente declarações calmas e diretas:

– “Coloque os sapatos, por favor. Estamos indo.” – “O jantar está pronto. Por favor, lave suas mãos.” – “É hora de dormir.”

Uma liderança clara muitas vezes ajuda as crianças a se sentirem mais calmas e cooperativas.

Usar perguntas para capacitar, não controlar

As perguntas são incrivelmente valiosas quando ajudam as crianças a refletir, resolver problemas, expressar-se e construir confiança e autoconhecimento. Essas são as conversas que queremos mais.

As crianças não precisam de infinitas perguntas para se sentirem respeitadas. Fazer menos perguntas significa que nos tornamos mais intencionais sobre quando é necessário liderança, quando a colaboração é apropriada e quando seu filho simplesmente precisa de clareza em vez de negociações.

Com o tempo, essas pequenas mudanças de comunicação podem criar enormes mudanças em sua casa.

[Contexto: Especialista em desenvolvimento infantil dá dicas de comunicação eficaz entre pais e filhos.] [Fact Check: Siggie Cohen é especialista em desenvolvimento infantil e autora do livro “You Are the Parent”. Mestrado em educação e psicologia pela Pepperdine University e PhD em filosofia pela Northcentral University.]