Lisboa foi eleita a melhor cidade do mundo para quem pensa em mudar-se para o estrangeiro, liderando um novo ranking global que avaliou as cidades com base na segurança, acessibilidade, cuidados de saúde, qualidade de vida e na facilidade com que os recém-chegados podem construir uma vida num novo país.
O estudo, publicado pela consultora de imigração Global Citizen Solutions, avaliou 35 cidades em todo o mundo e destaca a crescente concorrência entre destinos que tentam atrair residentes internacionais, trabalhadores remotos e migrantes qualificados.
Embora os centros de expatriados tradicionais continuem a ter um forte desempenho, a classificação sugere que a acessibilidade e a integração social estão a tornar-se factores cada vez mais importantes que moldam as decisões de relocalização.
Por que Lisboa ocupou o primeiro lugar
A capital de Portugal ficou em primeiro lugar na classificação geral graças a uma combinação de custos de vida relativamente acessíveis, sistemas de saúde fortes, segurança e um ambiente considerado acolhedor para os residentes internacionais.
O ranking também avaliou indicadores menos comuns, incluindo integração social e mobilidade urbana, medindo não só se as cidades são atractivas no papel, mas também quão fáceis são de navegar e construir uma vida nelas.
A combinação de clima, estilo de vida, infra-estruturas e acessibilidade internacional de Lisboa ajudou a colocá-la à frente de concorrentes globais maiores e mais caros.
A Europa domina as classificações mais altas
Amesterdão garantiu o segundo lugar com pontuações particularmente fortes em qualidade de cuidados de saúde, transportes públicos, qualidade do ar e acessibilidade à língua inglesa.
No entanto, os elevados custos de vida impediram que a capital holandesa ultrapassasse Lisboa.
Melbourne ficou em terceiro lugar geral e foi reconhecida pela qualidade ambiental e pelo ar limpo, enquanto Viena garantiu o quarto lugar graças a sistemas de saúde fortes, acessibilidade e alta proficiência em inglês.
Barcelona completou o top cinco, reforçando a popularidade contínua do Sul da Europa entre os residentes internacionais.
As cidades da Ásia-Pacífico continuam a crescer
Singapura ficou em sexto lugar geral, seguida por Auckland, Tóquio, Copenhague e Seul completando os dez primeiros.
Os resultados reflectem a crescente concorrência dos destinos da Ásia-Pacífico que combinam infra-estruturas sólidas com uma crescente acessibilidade internacional.
Tóquio e Seul, em particular, beneficiaram de excelentes sistemas de transporte e pontuações de mobilidade urbana.
A acessibilidade não garante classificações mais altas
O estudo também destacou os destinos mais baratos do mundo para realocação.
A cidade de Ho Chi Minh foi classificada como a cidade mais acessível pesquisada, seguida por Nairobi, Bali e Tbilisi.
No entanto, estes destinos obtiveram pontuações globais mais baixas porque a acessibilidade por si só não conseguiu compensar sistemas de saúde mais fracos, pontuações mais baixas em termos de infra-estruturas e redes de transporte mais limitadas.
As conclusões sugerem que muitas empresas internacionais estão cada vez mais a equilibrar a poupança de custos com o estilo de vida e os serviços públicos.
As cidades mais caras para se mudar
No extremo oposto do espectro, Zurique emergiu como a cidade mais cara do mundo no ranking.
Oslo veio logo atrás, enquanto Tel Aviv foi identificado como o terceiro destino mais caro, apesar de ter ficado apenas em 17º lugar geral.
Os elevados custos de habitação e as despesas gerais de subsistência continuam a criar desafios mesmo para as cidades que apresentam um forte desempenho noutras categorias.
A integração social se torna uma nova métrica de realocação
Um dos elementos mais notáveis do estudo foi a sua ênfase na integração social – medindo a facilidade com que os recém-chegados se podem ligar às comunidades e adaptar-se à vida local.
San José ficou em primeiro lugar nesta categoria, seguida pela Cidade do México, Bali, Rio de Janeiro e Bangkok.
À medida que o trabalho remoto e a mobilidade internacional continuam a remodelar os padrões de migração, as classificações sugerem cada vez mais que o sucesso da relocalização já não é determinado apenas pelos salários ou pelo custo de vida.
Para muitos expatriados em potencial, a questão está se tornando muito mais simples: onde você pode construir uma vida em vez de simplesmente pagar por uma?






