
A Floresta Nacional da Tijuca se estende por cerca de quinze quilômetros quadrados no Rio de Janeiro. É a maior floresta tropical urbana do mundo. Trilhas para caminhadas, cachoeiras e florestas densas oferecem um descanso da agitação e expansão da cidade.
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Rio de Janeiro, Brazil — Minha caminhada pelo Parque Nacional da Tijuca começou em um bonde lotado que leva turistas até o Morro do Corcovado, que se eleva a mais de 600 metros acima da cidade. A grande atração aqui é a famosa estátua do Cristo Redentor, uma das maiores atrações do Rio.
Eu vim para provar o sabor da selvageria. O Rio possui a maior floresta tropical urbana do mundo, com mais de quinze milhas quadradas de terreno íngreme e semelhante a uma selva, entrelaçados entre os bairros movimentados e lotados da cidade. Em poucos minutos, o bonde entrou num mundo de sombras verdes e flores vermelhas brilhantes.

Um bonde leva turistas até a famosa estátua do Cristo Redentor, no Rio. Também oferece fácil acesso a trilhas selvagens e piscinas naturais na Floresta Nacional da Tijuca.
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Tenho sessenta anos e sou nordestino, não estou acostumado com o calor intenso do Brasil. Então meu plano era deixar o bonde fazer o trabalho pesado. Ele me levou para perto do topo da montanha. Então comecei a caminhar por uma série sinuosa de trilhas. Meu único objetivo real, além de explorar, era encontrar uma famosa cadeia de cachoeiras nas profundezas da floresta.

Trilhas bem sinalizadas serpenteiam pelo Parque Nacional da Tijuca. Este não é um parque da cidade. Muitas vezes os caminhos são íngremes e acidentados.
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Minutos depois de sair da estação de bonde eu estava sozinho à sombra da alta copa da floresta. Imagine árvores do tamanho de colunas de uma catedral. Flores vermelhas brilhantes chamadas Flaming Torches brilhavam na sombra. Macacos lutavam entre os galhos altos, derrubando galhos e folhas.
Este não é um parque da cidade. Nas horas seguintes, desci trilhas íngremes e muitas vezes tortuosas. Estava muito quente, então eu parava com frequência para descansar e beber da minha garrafa de água em riachos. À medida que descia, a floresta ficava cada vez mais selvagem.

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A escala e a natureza selvagem do Parque Nacional da Tijuca são de tirar o fôlego. A floresta também é pontuada por ricas cores, cachoeiras cintilantes e flores silvestres./Brian Mann
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A escala e a natureza selvagem do Parque Nacional da Tijuca são de tirar o fôlego. A floresta também é pontuada por ricas cores, cachoeiras cintilantes e flores silvestres./Brian Mann
Às vezes, no alto da copa das árvores, eu podia ver borboletas alaranjadas movendo-se sob a luz quente do sol. Também tive vislumbres do Rio por entre as árvores e ouvi sirenes distantes, música e motocicletas. Mas à medida que o calor da tarde se intensificava, o zumbido das cigarras também ficava mais alto, abafando a cidade.

Moradores do Rio nadando no Parque Nacional da Tijuca, no Brasil.
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Depois de mais uma hora encontrei: a cadeia de cachoeiras populares que atraem os cariocas para nadar. Subi sob uma enorme face de rocha coberta de musgo, envolta por uma cortina de água cintilante. Tirei o short e mergulhei no chuveiro, enxaguando o suor do dia.
Estava tremendo de frio e maravilhoso. Deitei-me em uma pedra depois de nadar para deixar o sol me secar antes de caminhar os últimos oitocentos metros até a cidade.

Vista do Rio de Janeiro da Floresta Nacional da Tijuca, no Brasil.
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